quinta-feira, 28 de junho de 2012

Brasileirinho... inho.. coitadinho!


Olá queridos visitantes!
Sim, um segundo post na semana, olha a raridade! RS
Mas esse nasceu de um debate que tive hoje mais cedo com um amigo no MSN sobre meu ultimo post.
Queria salientar algumas coisinhas, antes de tudo, esse é meu blog aonde exponho minha opinião! Né!
E não levem nada pelo lance da perseguição, não quero ser exemplo para ninguém, não estou aqui para ensinar algo, quem sou eu pra isso.
Mas coloco meu ponto de vista, sempre analiso comportamentos, ainda mais de pessoas do meio do mangá.
Mas fico P.. da vida com esse lance de brasileiro é tudo coitadinho, ou se faz de coitado.
E queria explicar uns pontos:
- o editor da mesa de plástico : um tempo atrás um pseudo editor entrou em contato com as meninas do Futago Estudio sobre parceria, pois bem, até então tudo ok.
O tal editor (que possui um site) chorou as pitangas pras meninas, pois não tinha $$ pra comprar os mangás lançados pela HQM. De bom grato mandaram pra ele os mangás, e o mesmo prometeu review.
Ele recebeu os mangás, leu, e os destruiu em resenhas preconceituosas e de nenhum teor técnico, aonde foi parar a parceria amigável?
Depois de um rolo todo, enfim meses depois encontro o tal editor em seu “stand” em um evento em SP, stand esse que ele a cada 5 minutos tava escrevendo dele em seu site.
Pois bem, o stand era uma mesa de plástico, no fundo da área dos fanzines.
Mas ele não era editor? Não era editora? E o Stand?
Enfim...

A “revista famosa” – pra quem é da área de mangá desde sempre, sabe que isso de revista a lá magazine não é de hoje: Desenhe e Publique, Bokken e por ae vai.
Por anos, lia o blog do cabeça da tal “revista famosa”, aonde sempre analisa e faz review principalmente  de publicações do Japão.
Todo esse tempo, sempre li posts arrogantes de um brasileiro querendo provar que sabia mais de mangá do que os próprios japoneses, isso passando da parte técnica da coisa, da produção, até mesmo na parte da distribuição e venda.
Sendo algo mágico, como um brasileiro sabe o que vai vender ou não no mercado japonês?
O que realmente era bom e o que era lixo, como o próprio autor do blog definia.
Nisso passa-se os anos, e a pessoa me vem com a “revista famosa”.
Com os mesmos erros, clichês e etc que há um tempo era criticado pelo autor, e até piores que resultou no que vocês já sabem.
Enfim...

Conclusão: Brasileiro é fogo, quando rola algo com os estrangeiros no meio do mangá:
- “Falta de planejamento, não sabem fazer, vendidos e etc.”
Quando é com brasileiro:
 - “Coitado ele tentou, coitadinho porque o mercado é cruel, por causa dos fans não vendeu.”
- “Temos que apoiar mesmo sendo uma porcaria.”

Lembro que quando um famoso mangaká  japonês parou suas atividades por um tempo por motivos de saúde, muitos aqui caíram de pau em cima, inclusive o autor do tal blog que é cabeça da tal revista.
Mesmo o autor provando que tava mal.
Já aqui, você vê o pessoal em twitter dizendo que ta bem, que ta na balada, que ta jogando vídeo game e etc, e me aparece os fans dizendo:
“Eles estão longe da internet, porque com certeza estão trabalhando em seus mangás.”
Acho muito bom, essa onda de mangá nacional.
Bato palmas de pé para as e-magazines e para as pessoas que acreditam no próprio potencial e seguem firme.
Mas nunca podemos desdenhar o outro, pois aqui se faz aqui se paga.
Eu poderia estar até hoje nesse barco com o meu shounem, ficar aqui alimentando a cabeça de todos que tudo ta caminhando, tudo perfeito, na verdade enrolando.
Mas prefiro ser honesto, principalmente comigo mesmo, e colocar a verdade aqui.
Pra ninguém ler no meu twitter que eu estava jogando Ps3, quando eu disse ou deixei aparentar que tava no mangá.
É isso...



Té mais!
Abraços.


p.s: o Google ta doido, até comentário meu nos posts não anda publicando, então caso alguém tenha comentado sei lá e não foi publicado é porque realmente não apareceu, mandei email pra eles, disseram que arrumaram.

5 comentários:

  1. Eu gosto bastante de vir aqui e ler suas opiniões! É bom ver que ainda tem gente consciente, que consegue enxergar o mercado como ele é e não com os olhos cheios de purpurina, como a maioria dos desenhistas/roteiristas iniciantes. XD

    Eu tenho meus projetos, ainda não andaram como eu gostaria, mas to antenada com o que acontece pra não cair nos mesmos buracos que a maioria cai. Um dia chegaremos lá! =^-^=

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    1. Ahhh minha querida Onçana! ^^
      Isso ae, com fé, força e principalmente os pés no chão chegaremos lá! ^^

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  2. Não consigo postar, espero que desta vez vá meu comentário.

    Mas gostaria muito que vc desse sua opinião apontando o que vc acha que seria a solução pro mercado. Concordo que opinião é opinião e não se presta a insinar ninguém e sei que não está de perseguição. Vc é roteirista de um grupo que vem se destacando apesar dos problemas, por isso perguntei anteriormente o que vc está fazendo de prático pra resolver a questão. Pois na minha opinião só humildade não é a solução pro mangá nacional dar certo.
    Como vc disse, os caras falaram muito e existem os editores de faxada e tals. Mas e aí?

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    1. Muito obrigado pelo coment Fabiano e ainda bem que Google resolveu o problema de postar.
      Pra mim o principal é que a pessoa tem que gostar mesmo de mangá e de fazer ele, muitos vão nessa pseudo modinha e morrem na praia porque tentam fazer algo que não entendem e muito menos gostam.
      O resolver a questão é algo que no momento não tem muito o que querer fazer, sigo minha linha de pensamento e produção, não a considero a correta, mas dá menos dor de cabeça para os envolvidos e os leitores.
      O mercado só vai finalmente nascer, se produzindo, pelo que estou vendo, o grande lance é ser independente.
      Melhor fazer 100 cópias, mas encomenda e bem feita.
      Do que querer depender de uma editora que promete 500 e te deixa em banho maria.
      E já adianto que prezo muito isso. ^^

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  3. Eu acho que o problema são as editoras que infelizmente não se empenham em "fazer" o artista iniciante, eles querem lançar gente já conhecida porque assim não precisam bancar propaganda e é venda garantida. Vc pode ver que nos sites das editoras que lançam brasileiros não há uma "chamada" legal para as obras, não tem data de lançamento e os editores não falam do cast brasileiro em suas entrevistas, parecem não dar muita bola. Os editores mal falam com a gente que tem contrato com eles!!
    A editora da tal revista famosa nem site tem, tem site da revista. Editora e revista se confundem. O editor não é simpático com o público e dá não dá explicação, mas isso não é coisa dele, todos são assim. Eles parecem ocupados com qualquer outra coisa menos com os mangás nacionais que publicam. Depois reclamam que quadrinho nacional não vende. Nós artistas temos arcar com propaganda e com as explicações para os leitores. Todas as editoras reclamam da distribuição, mas esse problema não existe com revistas de estrangeiros. É só com brasileiro que não dá pra distribuir porque é caro, dá prejuízo...
    Não importa o tipo de mangá que vc faça, se é popular ou não, se é para massa ou não. Vai vender pouco e as editoras não vão querer investir. Não existe um planejamento de vendas e as editoras contam muito com os eventos de anime e mangá pra vender sem precisar da distribuição ( o que não é uma ideia ruim). Mas acho que precisavam de mais empenho pra alavancar as vendas.
    Ser independente seria uma solução boa, porém, o trabalho fica dobrado pro artista e gasta-se muito. Aí termos que cuidar das vendas diretas ao leitor. Nem todos tem tempo pra isso, pois desenhar já gasta bastante tempo do artista. É preciso grana pra isso também.
    Solução, Fabiano, não temos ainda. Nós estamos apenas produzindo nossos mangás e observando se as nossas ideias vão funcionar.^^

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